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Entrevista

Como navegar na internet com mais segurança, consciência e responsabilidade

Publicado em 23 de junho de 2026ComuEduca
O especialista em segurança digital, Marcos Sávio

O especialista em segurança digital, Marcos Sávio

Foto: Marcos Sávio / Acervo Pessoal

Em um mundo cada vez mais conectado, saber usar a internet deixou de ser apenas uma habilidade tecnológica e passou a ser uma questão de segurança, cidadania e saúde emocional. Redes sociais, aplicativos de mensagens, compras online, bancos digitais e plataformas de estudo fazem parte da rotina de milhões de jovens brasileiros. Mas junto com as facilidades do ambiente digital também surgem riscos como golpes virtuais, invasão de contas, exposição indevida e cyberbullying.

Para o especialista em segurança digital, pós-graduado em Cibersegurança, Perícia Forense e Gestão Educacional em Redes, e CEO da agência Masavio, Marcos Sávio,  a educação digital precisa ser tratada como uma necessidade urgente da sociedade atual.Grande parte da vida das pessoas está armazenada nas telas: mensagens, dados bancários, fotos, documentos e até conversas pessoais. Nesse cenário, os golpes digitais também cresceram.

“Hoje as pessoas vivem conectadas o tempo todo. A educação digital surge justamente para ensinar não apenas o uso da tecnologia, mas também como funcionam os golpes, os riscos e as estratégias usadas pelos criminosos digitais”, explica.

Ele destaca também que muitas pessoas ainda não receberam orientações básicas sobre segurança na internet, o que facilita a ação de criminosos virtuais.

Os principais riscos que jovens enfrentam na internet

A segurança digital vai além de proteger computadores. Ela também protege a privacidade, a identidade, a reputação e até a saúde emocional das pessoas. Entre os principais riscos apontados pelo especialista estão:

  • Roubo de contas em redes sociais;

  • Vazamento de fotos e informações pessoais;

  • Golpes financeiros;

  • Exposição indevida;

  • Cyberbullying;

  • Aplicativos falsos;

  • Links maliciosos;

  • Vazamento de senhas.

Segundo Marcos Sávio, jovens e adolescentes acabam sendo alvos frequentes porque passam muito tempo conectados e, muitas vezes, compartilham informações sem perceber os perigos envolvidos.

Um dos erros mais comuns ainda é o uso de senhas fáceis. O especialista alerta que combinações simples continuam entre as mais utilizadas no mundo. Palavras como “amor”, “Deus” ou sequências como “123456” são extremamente inseguras. Outra orientação importante é ativar a autenticação em dois fatores, recurso que adiciona uma camada extra de proteção às contas.

Como identificar golpes e links suspeitos

Os golpes virtuais costumam explorar emoções humanas como medo, urgência e ansiedade. Segundo Marcos Sávio, muitos criminosos se passam por gerentes de banco, empresas ou até conhecidos para convencer a vítima a agir rapidamente.

Mensagens pedindo urgência, promessas “boas demais”, solicitação de senhas ou códigos, links desconhecidos, erros no endereço do site, entre outros, são alertas que você deve levar em consideração. O especialista reforça que bancos nunca pedem senha, códigos ou instalação de aplicativos por telefone.

Outro ponto importante da educação digital é entender que dados pessoais possuem valor. Informações aparentemente simples podem ser usadas por criminosos para aplicar golpes.

“Às vezes um dado aparentemente pequeno é justamente a informação que faltava para um criminoso completar um golpe”, alerta o especialista.

Educação digital também é cidadania

Para Marcos Sávio, desenvolver consciência digital é tão importante quanto aprender conteúdos tradicionais da escola. Ele acredita que o futuro exigirá cada vez mais preparo das pessoas para lidar com tecnologia, inteligência artificial, redes sociais e proteção de dados.

“A internet trouxe muitos benefícios, mas também exige responsabilidade. Segurança digital não é só sobre tecnologia, é sobre comportamento, consciência e prevenção”.

Segundo ele, muito golpes funcionam justamente porque as vítimas agem rapidamente sem verificar as informações.

Mais do que ensinar regras técnicas, a educação digital ajuda jovens e adultos a desenvolver senso crítico, autonomia e responsabilidade no ambiente online.

Em tempos de hiperconectividade, aprender a navegar com segurança se tornou uma habilidade essencial para proteger dados, emoções, relações e direitos dentro e fora da internet.

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